Pecuária continua sendo vilã de trânsito caótico
AMT reconhece que, enquanto a festa não mudar de lugar, o máximo a se fazer é amenizar a desordem.
Vias estranguladas, trânsito parado, tensão e estresse ao volante de quem passa, assim como os moradores vizinhos ao parque perturbados com barulho de automóveis e caminhões, às vezes durante noites adentro. Essa é a realidade da Exposição Agropecuária de Goiás, que neste ano chega a sua 66ª edição.
A Agência Municipal de Trânsito de Goiânia (AMT) e o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar reconhecem que, enquanto a festa não mudar de lugar, o máximo a se fazer é amenizar uma desordem que se repete todo ano. As vias simplesmente não comportam o fluxo de veículos, principalmente em dias de shows. "Não há muito o que fazer, há um saturamento da região", admite Miguel Tiago, presidente da AMT, que vê apenas duas saídas para o problema: restringir a festa a menos pessoas, ou finalmente tirar o parque do Setor Leste Vila Nova.
E todos os anos, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar a AMT e a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) tentam evitar os problemas no trânsito na região. Mas sempre perdem. Nem as promessas das autoridades para esse ano - proibir a ação de flanelinhas e o estacionamento sobre calçadas - podem ser cumpridas. E não é apenas por falta de fiscalização. "Flanelinha e vigia parecem formigas. A gente tira, mas em pouco tempo voltam", compara o comandante do Batalhão de Trânsito, tenente coronel Marco Antônio de Castro. "Tentamos apenas minimizar um problema que continua existindo", afirma.
Se motoristas sofrem de estresse durante 20 ou 30 minutos para conseguir passar em frente ao parque nos dia de show, como ontem, há moradores das imediações que sofrem noites inteiras. "Fica caótico. Desviam o fluxo na Avenida 1 e jogam para a nossa rua. O barulho vai até as 3 horas", reclama o estudante Arthur Alves dos Santos, de 18 anos, que mora na rua paralela à avenida que ladeia o parque, para onde o fluxo é desviado.
Motoristas
Quase 100 CNHs de motoristas embriagados foram apreendidas até a última sexta-feira, nos arredores do parque. Por outro lado, até a noite de ontem, a PM não registrou nenhuma ocorrência de furto ou roubo de veículo. Também não houve caso de morte por acidente de trânsito nas imediações, o que já aconteceu em anos anteriores. "Pedimos insistentemente aos visitantes que peguem carona com amigos ou que prefiram usar o transporte coletivo, isso pode aliviar o problema", ressalta o tenente coronel Marco Antônio de Castro.
A Rua 250, ao lado do parque de exposições, onde ocorre a Feira da Marreta, foi, como ocorre todo ano, fechada para estacionamento privativo da SGPA. A organizadora pede, e o Batalhão de Trânsito da PM e a AMT concedem a área para estacionamento de expositores e trabalhadores da feira. O problema é que sobram vagas e uma empresa privada foi contratada para explorar o estacionamento.
O presidente da AMT, Miguel Tiago, confirma que cedeu a área, mas diz que se houver rendimento, este deve ser tarifado pelo município, por meio do Imposto Sobre Serviço (ISS). "A cobrança não é irregular, mas a Secretaria de Finanças deveria fiscalizar", disse ele. A reportagem não confirmou que o serviço esteja sendo fiscalizado ou taxado.
Fonte: O popular
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