Cinco pessoas foram presas por venda de medicamentos ilegais
Venda de remédios controlados sem autorização da Anvisa implica no crime de tráfico de drogas
Cinco pessoas, entre farmacêuticos e proprietários de drogarias e farmácias, foram presos em operação da Polícia Civil e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Com o objetivo de apreender remédios controlados vendidos sem autorização e medicamentos sem registro, a ação foi desencadeada ontem em Santa Terezinha e Campos Verdes, região Norte de Goiás. Houve a interdição de cinco estabelecimentos farmacêuticos. Mais de 500 caixas de remédios controlados e cerca de 500 comprimidos de venda proibida no Brasil foram apreendidos.
O abortivo Cytotec foi encontrado em dois locais, enquanto os estimulantes sexuais paraguaios Pramil e Cialis eram vendidos em todos os estabelecimentos fiscalizados. Também foram encontrados remédios sem registro e eficácia comprovada como a Gota do Zeca e Pílulas Contra o Estupor. Em duas drogarias a polícia apreendeu ainda duas armas de fogo calibre 38.
De acordo com o delegado Athos Galba, que coordenou a operação pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), a venda de remédios controlados sem autorização da Anvisa implica no crime de tráfico de drogas.
Em Santa Terezinha, o proprietário da Drogaria Tocantins, Venefredo Antonio dos Santos, 52, e o filho farmacêutico, Marcos Vinícius Barbosa dos Santos, 28, foram presos por tráfico de drogas. O dono do estabelecimento também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.
Adriano Miranda, proprietário da Farmácia do Adriano, foi indiciado por tráfico de drogas e venda de medicamento sem registro. Ele apontou seu farmacêutico como responsável pela compra e venda dos produtos.
Em Campos Verdes, Edvan Rezende Cunha, 37, foi detido por tráfico de drogas, venda de medicamentos sem registro e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A arma encontrada possuía numeração raspada.
O dono da Drogacintra, Hélio Marlon Cintra, 34, foi preso em flagrante por tráfico de drogas e venda de medicamento sem registro. Ele também alegou que a responsabilidade na compra dos remédios é do farmacêutico, mas afirmou que não possui profissional fixo.
De acordo com o delegado, os indiciados alegaram que compraram os medicamentos de transeuntes. No entanto, Athos alerta que como a origem destes remédios proibidos no Brasil é comumente o Paraguai, trata-se de produtos contrabandeados.
A partir das prisões o delegado tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito. Os produtos apreendidos serão levados para perícia em Goiânia.
Fonte: Goiás Agora
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