MP pede afastamento de prefeitos presos na Operação Tarja Preta

Doze políticos são suspeitos de fraude na compra medicamentos, em Goiás. Para promotor, continuidade deles nos cargos atrapalha as investigações.

 O Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu o afastamento dos agentes públicos investigados por fraude na compra de medicamentos e equipamentos hospitalares para prefeituras de Goiás. A medida afeta os 11 prefeitos e 1 ex-prefeito presos durante a Operação Tarja Preta, além de 10 secretários municipais e cerca de 19 servidores apontados na denúncia.

"Diante da gravidade dos fatos, a medida é indispensável, pois a continuidade desses prefeitos nos cargos atrapalharia a continuidade das investigações", afirmou o promotor Rodrigo Bolleli, coordenador de Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público do MP-GO.

As medidas cautelares foram ajuizadas pelos promotores nas comarcas em que há indícios de participação de gestores municipais no esquema criminoso. Mas Bolleli acredita que há provas suficientes para que a Justiça conceda o afastamento por atos de improbidade administrativa. "As provas produzidas são fartas e robustas a ponto de ter sido decretada a prisão temporária (cinco dias) dos suspeitos", argumenta.

O requerimento engloba todos os prefeitos detidos na operação, mas inclui servidores que não foram presos. Além do afastamento dos agentes públicos, o MP requereu a suspensão dos contratos e dos pagamentos às empresas envolvidas.

Os prefeitos presos são: Aurélio Mendes (PSDB) de Aragarças, Delson José Santos (PSDB) de Carmo do Rio Verde, Zilmar Alcantâra (PTB) de Inaciolândia , Janduhy Diniz (PSDB) de Rialma, Glimar do Prado (PP) de Uruana, Romário Vieira da Rocha (PR) de Corumbaíba, Marcos Roger Garcia Reis (PMDB) de Cromínia, Neldes Beraldo Costa (PT) de Perolândia, Sinomar José do Carmo (PMDB) de Aloândia, Fausto Brito Luciano (PSDB) de  Araguapaz e Otair Teodoro Leite (PSDB) de Piranhas. Já em Pires do Rio foi efetuada a prisão do ex-prefeito Luiz Eduardo Pitaluga da Cunha (PSD), que foi cassado em 17 de setembro deste ano.

Os advogados do prefeito de Inaciolândia, Zilmar Alcântara, disseram que vão se pronunciar assim que tomarem conhecimento da situação. Já o defensor do administrador de Cromínia, Marcos Roger Garcia Reis, informou que vai entrar com o pedido de relaxamento de prisão.

O prefeito de Rialma, Janduhy Diniz, alega que o MP-GO agiu com excesso ao pedir a prisão dele. Em Corumbaíba, a defesa de Romário Vieira da Rocha disse que ele colabora com as investigações. Já em Uruana, ninguém quis se manifestar sobre a prisão de Glimar do Prado.

Fonte: g1/GO

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