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O desbocado mor da maior República de Bananas

Atualizado: 18 de Dez de 2020

Senador Jorge Kajuru é condenado pela 15ª Vara Criminal de SP por chamar o jornalista Boris Casoy de “pedófilo”


Dezembro 17, 2020

O radialista e senador Jorge Kajuru no Congresso Nacional


Por Silvana Marta


Jorge Kajuru é daquelas personalidades enigmáticas que como bom comunicador atrai a atenção criando um vínculo de encantamento com seu interlocutor.

Ele acaba de ser condenado há um ano e dois meses de prisão, em regime aberto, além do pagamento de multa, por ter chamado o jornalista Boris Casoy de “pedófilo”. Atualmente Kajuru tem mais de 10 milhões de seguidores em suas redes sociais. A declaração foi replicada no canal de Kajuru no Youtube. Ele é o parlamentar com o maior número de processos na justiça.

No campo civil, foi condenado em abril deste ano (2020) a pagar R$ 50 mil para Boris Casoy por ofendê-lo em um post no Twitter. O post de Kajuru insinuava que Boris havia recebido dinheiro para fazer campanha. A decisão, unânime, foi proferida pela 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.


De novo


Mas seus posicionamentos são reincidentes e sua boca dispara uma grande quantidade de besteirol e/ou fake news criados para deixá-lo em evidência às custas do alheio.

Paulista de Cajuru, o Senador por Goiás não passou da antiga 5ª série na escola. Não mede esforços para fazer suas vítimas e se projetar às custas da imagem alheia. Nessa vida de ‘meu deus’, só respeita sua mãe, em nome de quem jura suas palavras por sua alma.

Ela já morreu.

Kajuru não mede esforços para expor quem quer que se aproxime dele e usa do que for preciso - de prints de whatsapp à gravações particulares - em tese invioláveis - para se autoproclamar probo.

Como jornalista, passei por maus bocados ao seu lado. Fiz um texto em sua defesa intitulado ‘Goiânia precisa de uma Cachoeira de Kajurus’ e acabei na sala do escritório de Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira, no setor Parque das Laranjeiras em Goiânia.

Não aconselho ninguém a estar no meio de pessoas complicadas como essa gente. É claro que isso não termina bem.

Na época, Carlos Cachoeira tinha escrito um texto no Diário da Manhã em que expunha sua ligação com o radialista ingrato.


Confira o texto:


Do DIÁRIO DA MANHÃ

Por CARLINHOS CACHOEIRA

“..Procurado por dois amigos, Elias Vaz e Martiniano Cavalcante, resolvi acudir Jorge Kajuru porque, segundo Martiniano, o desditoso passava fome e, por questões humanitárias, resolveu acolhe-lo em casa.

Sua mulher lhe dera um ultimato: ou Kajuru iria para o olho da rua ou ela, a mulher de Martiniano, iria embora.

Quinze dias de convivência com Kajuru no lar transformou a vida do casal num inferno.

Encontrei com os três no cafezinho do prédio onde a Construtora Delta tinha escritório.

Elias e Martiniano imploraram minha ajuda.

Kajuru vivia sua mais profunda decadência e por anos a fio eu o sustentei, sem contrapartida, já que a propaganda feita por ele redundaria em descrédito para qualquer produto.

De lá para cá, Kajuru se tornou profissional da extorsão, juntamente com outros notórios pilantras, que ainda os conservarei ocultos.

Como não tem profissão, vive de hotel em hotel, fugindo de suas contas e vendo alguma maneira de arrumar trocados de incautos que se amedrontam com seus arroubos.

Kajuru agora resolveu escarrar em mim depois de ter me beijado por longo tempo: em vídeos postados através de uma rede social, me calunia, tentando envolver-me em histórias criminosas, ao mesmo tempo em que envia seus emissários para levantar comigo alguns caraminguás.

Vou processá-lo civil e criminalmente, mas isso não o intimida porque já tem mais de cem condenações e vive zombando da Justiça brasileira.

Mais que isto, Kajuru se coloca lado a lado com dois membros do Ministério Público, Fernando Krebs e Mario Lucio Avelar, insinuando que esta instituição é guiada por sua mente malévola e criatividade leviana.

Ao usar o nome do Ministério Público, Kajuru o compromete, acabando por envolvê-lo em suas lorotas e folclores...” (23/09/2015, DM).

Cinco anos se passaram e o tempo revelou que uma coisa eles têm em comum: colecionam uma penca de condenações judiciais, civis ou criminais.


Foto icônica do hoje senador por Goiás Jorge Kajuru


Goianienses


Certa vez me dirigi ao gabinete de Jorge Kajuru para apresentar uma amiga muito influente na educação de Goiás, membro do Conselho Estadual de Educação (CEE) e etecetera e tals e ela foi devidamente expulsa por ele de lá, sob a alegação de que estava almoçando e teve violado seu momento de intimidade. Minha amiga, muito sem graça, se retirou. Mas ela não teve como sair do gabinete porque estava acompanhada de uma criança de 9 anos que, em estado de choque, observava, paralisada, os insultos reiterados do então vereador, dentre eles: “Não aguento mais essa gentalha. Não vejo a hora de me eleger senador e ir embora dessa cidade”.

Tenho duas testemunhas do que você disse Kajuru: uma respeitada conselheira do CEE e uma criança, que hoje é um adolescente de 14 anos.

Me processe! Terei o prazer de desmascará-lo em uma audiência pública judicial com um belo pedido contraposto para execução de honorários das ações que atuei como sua advogada, sob a falsa promessa de que você me contrataria em seu gabinete no Senado Federal quando fosse eleito.


São elas:


“Ação Popular ajuizada por Jorge Kajuru Reis da Costa Nasser contra a Câmara Municipal de Goiânia objetivando suspensão da cerimônia de posse dos novos vereadores, sob o argumento de oneração desnecessária por ser um ato irrazoável e imoral” (protocolo 0427136.63.2016.8.09.0051, 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal) e em um “Mandado de Segurança proposto por Jorge Kajuru Reis da Costa Nasser com pedido de liminar inaudita altera parte” que quase desfez a mesa diretora da Câmara Municipal de Goiânia, vez que o parecer do Ministério Público foi favorável ao autor, Kajuru. (Protocolo 5009775.76.2017.8.09.0051, 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal).


Kajuru é dono de um alter ego enorme. O desbocado mor da República de Bananas virou senador.

Quem não o conhece que o compre.


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