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Vaticano se pronuncia sobre escândalo do padre Robson de Oliveira em Goiás

Atualizado: Set 6


Setembro 05, 2020


Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, padre Robson é acusado de desvio de R$ 130 milhões além de vários crimes



Por Silvana Marta



O padre canadense Michael Brehl, superior-geral da Congregação Redentorista, C.Ss.R., se pronunciou oficialmente diretamente de Roma, na Itália, afirmando que a congregação irá colaborar com as autoridades. Ele escreveu uma carta se posicionando sobre as denúncias de irregularidades na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), responsável pelo Santuário Basílica de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). O reitor afastado é o padre Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R., fundador e presidente da Afipe. Ele está sendo investigado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).


Padre Robson de Oliveira Pereira é suspeito de praticar diversos crimes, dentre eles, o de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsificação de documentos e sonegação fiscal. A investigação levou ao afastamento do religioso da presidência da Associação Pai Eternos e Perpétuo Socorro (Afipe).


Suruba Santa


Em 2018 o padre Robson Oliveira foi vítima de extorsão e teria pago mais de R$ 2 milhões para não ter imagens e troca de mensagens pessoais expostas na internet.


Consta da sentença proferida pelo juiz Ricardo Prata, que condenou o grupo, que um dos supostos relacionamento amorosos que os hackers ameaçavam expor era com um dos chantagistas que invadiu os celulares e e-mails do padre. Este hacker afirmou que teve um relacionamento com o sacerdote.


O advogado Pedro Paulo Medeiros admite o pagamento da chantagem com recursos da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). No entanto, afirma que os pagamentos foram feitos de forma simulada sobre a orientação da polícia que investigava o caso.


Este fato chamou a atenção do Vaticano, sede da Igreja Católica Romana, que mandou dois representantes ao Brasil para investigar a associação liderada pelo Padre Robson.


A informação foi repassada pelo superintendente de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP), delegado Alexandre Pinto Lourenço, que apurou parte das denúncias e participou de uma reunião com os representantes da Ordem Redentorista, em setembro de 2019, em São Paulo.


"Eles narraram que já tinham ciência e que estavam acompanhando as denúncias. Pelo que percebemos, eles tinham um conhecimento avançado da situação. Porém, não nos disseram se havia em curso alguma investigação interna pelo Vaticano", afirmou o delegado.


Segundo Lourenço, os possíveis atos ilegais praticados pelo padre com o dinheiro doado pelos fiéis do país inteiro chegaram ao Vaticano por meio de pessoas de dentro da Igreja Católica. O MPGO e a Polícia Civil apuram neste momento desvios de R$ 120 milhões para compra de imóveis de luxo, entre eles, uma fazenda no valor de R$ 6,3 milhões e uma casa na praia de Guarajuba (BA), no valor de R$ 3 milhões.


O religioso nega irregularidades.


Vaticano se pronuncia


Com a repercussão, o caso foi parar na cúria central dos Redentoristas. De Roma, o superior-geral manifestou sua confiança nas autoridades brasileiras para a elucidação completa dos fatos, ressaltando a importância em manter a fé sustentada no amor e na presença de Deus, mesmo diante de momentos difíceis como este. “Não é tempo para julgamentos, nem lamentações ou críticas mútuas. Sim, devemos colaborar o mais plenamente possível com as autoridades, civis e eclesiásticas. Devemos também rezar para que a verdadeira e profética justiça prevaleça para todos os envolvidos!”, declarou padre Brehl. Ele está à frente da congregação desde 2009.



Confira a carta na íntegra:






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